Patrocínio e publicidade
A marca paga por um serviço: produzir e publicar um conteúdo. Na empresa de fora, é receita da própria atividade.
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O criador de conteúdo recebe de muitas fontes no exterior: anúncios das plataformas, patrocínios de marcas, licença de vídeos e venda de produtos. Cada uma tem uma natureza diferente para o imposto. A CRH Advisory separa as fontes, define se uma empresa no exterior faz sentido e cuida das declarações no Brasil.
Por que CRH Advisory
Em resumo
Nem sempre. Quem mora no Brasil pode receber das plataformas e das marcas de fora na pessoa física, pelo carnê-leão, ou por uma empresa. A empresa no exterior faz sentido quando as marcas exigem contrato com empresa lá fora ou quando há operação no exterior.
Para o imposto, o que importa é a natureza da receita, e não a plataforma. Serviço, licença e venda de produto seguem regras diferentes, no Brasil e na empresa de fora.
A marca paga por um serviço: produzir e publicar um conteúdo. Na empresa de fora, é receita da própria atividade.
A plataforma ou a marca paga pelo uso de um vídeo, de uma música ou de uma imagem. Na empresa de fora, a receita de royalties não conta como renda ativa própria, o que pesa no imposto do sócio.
A venda de produto ou de curso digital é atividade própria quando a empresa vende e entrega.
Fonte: Lei 14.754/2023, art. 5º, § 6º, I, a (royalties fora da renda ativa própria).

Faz sentido quando a operação já é internacional: marcas que só contratam empresa, equipe ou editores fora do Brasil, ou venda de produtos em vários países. Para o criador que só recebe anúncios, a pessoa física costuma resolver.
Fontes: Lei 14.754/2023, arts. 5º e 6º; Lei 7.713/1988, art. 8º.
O trabalho começa pela lista de fontes: quanto vem de cada plataforma e de cada marca, e de que tipo é. Com isso, decidimos se a empresa faz sentido e onde, e organizamos as declarações.
Separamos anúncios, patrocínios, licenças e vendas, com o país e a moeda de cada uma.
Classificamos cada fonte como serviço, licença ou venda, para o imposto no Brasil.
Comparamos pessoa física, empresa no Brasil e empresa no exterior para o seu volume.
Mantemos o carnê-leão ou o balanço da empresa e a declaração anual, com o imposto retido lá fora.
As plataformas americanas podem reter imposto sobre a parte da receita que tem fonte nos Estados Unidos, conforme o formulário que o criador preenche. Isso é tratado à parte, na conferência do W-8BEN e na restituição.
O imposto retido lá fora entra na declaração brasileira com a regra de cada tipo de rendimento. Quando a retenção foi maior que a devida, ela pode ser pedida de volta ao IRS.
A CRH Advisory tem páginas próprias para esses dois pontos: o formulário W-8BEN e a restituição do imposto retido.
Paga, se mora no Brasil. Na pessoa física, a receita de fonte no exterior não tributada na fonte no Brasil entra no carnê-leão mensal, pelo art. 8º da Lei 7.713/1988.
Muda a forma e o momento, e não a obrigação de declarar. Quem mora no Brasil declara a LLC no Imposto de Renda, e o lucro dela segue a Lei 14.754/2023.
Porque a Lei 14.754/2023 define a renda ativa própria como a receita que a empresa obtém da exploração de atividade econômica própria, e exclui dela as receitas que vêm exclusivamente de royalties, juros, dividendos, aluguéis e aplicações financeiras, entre outras. Para um criador, o pagamento pelo uso de um vídeo, de uma música ou de uma imagem pode ter natureza de royalties. Se a empresa no exterior viver principalmente dessas licenças, a renda ativa própria pode ficar abaixo de 60% da renda total. Nesse caso, ela entra no art. 5º, § 5º, II, e o lucro é tributado em 15% todo 31 de dezembro, com ou sem distribuição. Já o patrocínio, em que a empresa produz e publica o conteúdo para a marca, costuma ser receita da própria atividade. Por isso, os contratos precisam descrever o que é serviço e o que é licença, antes da escolha da estrutura.
As plataformas americanas costumam pedir o formulário do beneficiário estrangeiro para definir a retenção. A pessoa física preenche o W-8BEN; a empresa estrangeira, o W-8BEN-E.
Não. Quem mora no Brasil continua residente aqui. Para o criador que vai morar fora, o caminho começa pela saída definitiva do Brasil.

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